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Escritas de Danças

Textos sobre o Rainhas do Inferno (2023)

Texto escrito por Maria Cavalcante (PI) a partir das suas impressões quando assistiu o espetáculo. "Neste ano de 2024, me comprometo com a dança a partilhar minhas escritas sobre dança, daquilo que vejo, sinto, penso e pratico. Num desejo de acessar os conhecimentos apreendidos na oficina de crítica irresponsável por Alana Falcão @falcaofalcaozinho , exprimo minhas impressões ao prestigiar a estreia da peça Rainhas do Inferno de Samuel Alvís @samuelalvis19 que ocorreu hoje(20/01/24) no Teatro 4 de Setembro. @dancasquetemosfeito Sobre todas as coisas, na alegria e na dor, louvemos ao Senhor, o amor que tudo criou com esplendor. Louvemos ao criador e às suas criaturas. Satanás e os anjos foram lançados à terra, o inferno é aqui. Carregado de simbologia, o espetáculo de Samuel Alvís trás à cena uma crítica social e moral acerca dos lugares que destinamos ou pré destinamos pessoas a partir dos seus modos de existência. Ética bicha, julgo ser a ética que compreende a territorialização do inferno, deste que vivemos ou aquele que pré destinam. O texto é explícito, uma mensagem é transmitida, repetidamente. No escuro a voz ecoa, depois de ver o demônio no canto da sala te falando verdades cruéis, o mundo silencia. Mas a bicha é nordestina, ela te diz umas verdades e te leva pra um forró, pra dançar, pra te mostrar como ela é boa e tem talento, tem molejo e mexe bem as cadeiras. Ela encanta com o olhar e com a risada, é endiabrada, tem fogo. Ela respira enquanto nos deixa sem ar. É um filme de terror cômico, causando encantamento. Percebo o espetáculo de dança para além da sequência coreográfica, que estava ali presente. Percebo a iluminação que leva a tensão e a distensão, a atenção e ao devaneio, a preparação corporal e vocal que enfeitiça, os elementos performativos como a maquiagem, o lipsync, o figurino, toda a construção de uma drag queen rainha do inferno. Um espetáculo à parte, a reação de amigos e pessoas queridas contemplando a estreia deste trabalho. Os sorrisos e contenções dos mesmos, a concentração e o foco nos olhares e nas lentes, uma linda maneira de começar o ano e abrir as portas do Teatro. Parabéns e gratidão a todos os envolvidos!"

Texto escrito por Manuel da Cruz Nascimento (PI) a partir de suas impressões quando assitiu o trabalho. Não surpreende? Sempre! Gratas surpresas às geografias dramáticas, cartografias cênicas, fronteiras de lugares de Voz e Fala sociais e mapas acirrados na partitura do Corpo presente, eficiente, denso, tenso, esteticamente centrado no eixo brechtiniano de compor personagem ao reflexivo e a distanciamento na práxis de narrar e repercutir efeito, em fuga do aprisionamento dramático e da armadilha de perder-se no emotivo profundo e largo, sem razão. Não, Alvís sabe bem por onde caminham as pedras que sinalizam no sapato e, quando enreda dramaturgia não tem foco vazio, tem estético fio de Ariadne devorando labirintos e reinventando minos, pacifae, taurus e cnossos. Quebra os mitos, desmistifica o óbvio das razões de convenção e instaura dez-razão de Ser Arte, Artista em Corpo que Fala Dança e ressoa contemporâneo provocativo e inteligente. Abrindo o ano Artístico 2024, do Theatro 4 de Setembro, noite de 20 de janeiro, a partir das 19 horas, o palco do 4 de Setembro recebeu o @dancasquetemosfeito e @samuelalvis19 em "Rainhas do Inferno", com concepção, criação de direção de Samuel e dramaturgismo de @irenojuniorr. Noite pancada, espetáculo impactante quer, em estética visual de figurinos, maquiagem e composição cenográfica ao Corpo focado no Ato Dramático, quer em efeitos de dialogismo de apreensão e reflexivo do Corpo Feminino-Trans traduzido ao Corpus de Sociedades na diversidade, em contraponto do discurso de convenções fundamentalistas e deterministas de padrões e comportamento. Alvís, fora da zona de conforto de dramaturgias contemporâneas de Dança Teatro ilustrativo e desenhado no movimento vago, apresenta outro viés que impõe Corpo espartano e vigor inteiriço, numa energia cardiogramada a coração, purificado no sangue pagão, inundando a assistência de frescor imperativo da partitura declarada mente no Ser social que rompe paradigmas e interdita as velhas formas de olhar a Quens desafina os contentes. Na dramaturgia que apresenta pantomima, dublagem e sincronismo exatos de bem cantar e dançar sobre a canção e desenhar perfis de “Malditas”, @samuelalvis19 abre precedente num caldeirão de tipos e pode-se, à recepção livre, apreender desde diabas-pastoras, Eva, Lilith, Evita e, sob a sombra de Rodin[na efígie de Luz aplicada] as + corriqueiras de franjas urbanas. Um verdadeiro panteão de vozes e Corpos presentemente libertários da própria existência, incursionados na leveza, limpeza e artística composição de um inteiro, no fragmentado de personagens que desfilam no reinado das Majestades imprimidas. Do embrionário de existir, a planos de chão-solo, médios e erectos, as Rainhas vão-se apresentando e definindo-se por onde deixam marcas e demarcam territórios de tomar a si o próprio espaço de re-existir. Com rostos, sem rosto, primitivas ou contemporâneas, do mito ao místico de compor, "Rainhas do Inferno" gira força e fogo fátuo impulsionando + que plasma, mas Vida vetorizada em razão e sensibilidade estéticas. Muito bonito de ver e sentir que há inteligência, fora do discurso vazio, de desenhar efeméride a discursos de contemporâneo."

Textos sobre o Devorar (2023)

Texto escrito por Datan Izaká (PI) a partir de suas impressões quando assitiu o trabalho. "Desde a última quinta-feira, 20 de julho 2023, que tenho me pego refletindo sobre o compartilhamento do processo artistico-criativo do Ireno Júnior intitulado DEVORAR. Tudo começa como os rituais começam, logo a primeira cena é a de uma oferenda, até diria que duas. Ireno convoca os seus e convoca a si, quando esse "si" chega, diria que nesse momento o devoramento de tudo começa a ocorrer. Ireno é (talvez) devorado por si mesmo e por seus assombros, pela cachaça, pela cerveja, pelo perfume doce, pela Gal, pela fruta gógoia, por nós e pela pombagira. Ireno nos convida a ter medo, não dele, mas do que somos capazes de pensar enquanto ele é devorado violenta e lentamente por sua dança feroz. Gal chega e junta com ela a pombagira, a rapariga que cultivamos em nós desatetamente. A Gal chega mais perto, se assenta e devora Ireno. A Gal chega cada vez mais perto de nós. A Gal nos convida a pensar sobre nossas ignorâncias e nossas farsas. A Galpombagira chega e nos empurra violentamente nos abismos de uma travessia tumultuada que vem de Ireno. A Gal nos invoca e diz: cuidado para não se cortar, pois não há saída, a não ser descascar uma laranja feito Moira fiando o tempo para em seguida devorá-la, chupá-la, mastigar até não sobrar nem o bagaço. Ireno-Gal bebe enquanto se torna mais um pouco de Dança e enquanto perfuma mais um pouco a experiência. Não tenho como esquecer a Gal, nem o Ireno, nem a pombagira, porque todas me devoraram em vida, em dança."

Texto escrito por Manuel da Cruz Nascimento (PI) a partir de suas impressões quando assitiu o trabalho. “O Terças da Casa, do dia 29 de agosto de 2023, trouxe à verve deus Ex-machine, na veia do Projeto Danças que Temos Feito - dqtf, a peça "Devorar", Solo em Processo, de Ireno Junior. Na cena montada, à plateia de semi arena, o Intérprete, às vezes de Cambona do Santo, apresenta-se à interface de um altar montado, a banquete dos signos e siglas que possam festejar a epifania em instalação. Quens dentro, quais fora, todes presença na roda em gira de participar da ceia. No evolutivo do Corpo que vai despindo-se de paramentos de identidade e significações, segundas peles, e reorientando folhos que geram, ou quebram convenções, tecem atrações livres e olhares que ele-mentalizam cores, tons e efeitos visuais de cobrir, desnudar, revelar liberdades ornadas, variações na partitura do Corpo, que mapeia evoluções e moto-contrações de prisma anatômicos das liberdades ressaltadas ao movimento e dinâmicas desenhadas à feição de narrar a festa a convidados ilustres. Da concentração à "dispersão" um evolutivo de mesmo tema e tira-teima que vai atraindo a assistência ao centro gravitacional do objeto feito sujeito de apreciação e participação ao que se vai confirmando, direto, quando a ceia é servida. E, no ápice de envolver chega, em homenagem, Transmutada, a beleza e encantos Canções do cancioneiro Gal Costa a dourar a Festa. Os drinks, as frutas [laranja] e o ritual individual no coletivo de descascar o fruto, como + cedo o Corpo, o 'Devorar" se completa, em que devotos viram parte e dominus do banquete dos siglas. Quebradas todas as paredes, desde o princípio da Voz que Dança e Fala do Corpo contemporaneo, o baquete evoluído à toda presença inspira-se, no desfecho, ao sugestivo degustar de destilados a quem + dentro do efeito epifânico do festejado. Devorados, devoramos o banquete apresentado. Assim "Devorar" nos mimetiza no gosto da festa de Ireno Junior/dqtf.”

Texto escrito por Amanda Oliveira (PI) a partir de suas impressões quando assitiu o trabalho. “Existe algo ali, uma fumaça suspensa, um questionamento, logo de início, aquela velha e intrigante expectativa de tentar ligar o nome a coisa, bom talvez isso não aconteça agora, mas, pra que seja feito, é preciso presença, 100% dela! Não será preciso esforço, Ireno nos captura com cada camada, cada cor, cada textura, cada cheiro e gosto. Sim! Em algum momento vc vai salivar. Ireno traz fúria e desejo, convoca os braços, sua marca, e nos desafia com o quadril, os olhos e um litro de cachaça. Ireno nos confronta, bebe, nos dá uma carreira, nos come e no fim nos convida, nos instrue e nos alerta: _ "Você quer?" _ "Corte sem romper." _ "Cuidado pra não se cortar!" Sobre o que ele fala? Bom, essa experiência é intransferível. Apenas deixe ser devorado.”

Texto escrito por Samuel Alvís (PI) a partir de suas impressões quando assitiu o trabalho. “Devorar vai ganhando forma, existência e, como toda obra em processo, vai se tornando uma coisa no mundo. Uma obra que diz(cut)e o “devorar” como verbo de ação intrínseca na dança que o Ireno gosta de fazer, sendo tomado, comido e também degustando cada passo do processo, assim como uma laranja, chupada até o bagaço e cuspindo os caroços. Gal aparece como um estímulo de mulher (monstro) devoradora de um tempo, tempo este que me remete às suas ancestralidades ali no ato de dançar. No solo em processo, Ireno nos propõe um espaço de experiênciar suas raízes, suas referências, suas fragilidades, assim como suas potências. Eu estou mais perto dessa criação, mas é sempre bom ver a dança que se manifesta quando compartilhamos ela com o mundo. Ontem foi assim! Parabéns Ireno Júnior pelo lindo trabalho.”

Texto escrito por guhs (SP) a partir de suas impressões quando assitiu o trabalho. “O que mais me chama a atenção é que o trabalho não é literal - e a potência é a ambiguidade, a poesia calcada nas lacunas deixadas pelas palavras não ditas e pelos signos que se constroem na mente de quem presencia, quem sente: os cheiros, as luzes, os sons, o incômodo do silêncio, o medo de um olhar furioso, o desamparo de um coração partido e o tesão. Eu, particularmente, gosto muito de quando uma performance me permite me entregar pro que eu tô assistindo, e sentir mesmo as coisas, ao invés de um esforço mental imediato. O pensamento vem depois, como na vida. É lindo como a dinâmica da cena se constrói em uma crescente. Os elementos vão sendo inseridos, um a um, separadamente e, então, misturados e remexidos e se potencializando até o máximo. Como quem sabe que é preciso silêncio para se apreciar a música, você vai criando vácuos que potencializam aquilo que ocupa o seu lugar. O silêncio, inclusive, me impactou muito, ao longo da apresentação. Pensei em John Cage, e 4’33, a música não-música. Ali no palacete, dava pra ouvir os ruídos do espaço, a sua respiração também. Eu lembro de, em um determinado momento, um movimento ritmado muito preciso, mas sem a música tocando. A música entra e esse corpo que, antes, se movia silenciosamente, marca as batidas da música com o salto alto. Como se o mundo respondesse ao corpo e o corpo se impusesse ao mundo. Não sei. Delírios. Uma coisa, também, sobre o uso das músicas, é o lip sync dessincronizado. Ao mesmo tempo, um grito silencioso e uma explosão que precisa esperar. Eu senti muito essa espera - que não é massante ou tediosa, porque é compartilhada. Tem sempre um esforço, tem sempre um porvir, um algo a alcançar ou a construir. Uma vontade que parece só se concretizar na relação entre performer e público. Um vácuo, mesmo. Acho que muito por conta de experiências minhas, a imagem de alguém com o coração partido se desenhou de uma maneira muito viva na minha mente. Uma vontade que parece nunca se concretizar: o amor - as músicas, a ocupação do plano baixo, o álcool, o sexo - como potência, mas também como busca. As oscilações entre um delírio romântico guiado pela música e uma fúria. (Inclusive, incrível como as coisas iam sendo uma coisa e, depois, o oposto delas mesmas de um segundo pro outro, na minha mente - parabéns pra mim que descobri aos 26 anos o que significa ambiguidade). Foi a partir dessa perspectiva que interpretei a laranja, também. Quando você propõe a relação entre laranja e a carne de quem a segura, eu penso imediatamente em uma coisa em que se chupa o doce e, então, se cospe o bagaço. Um dos diversos atravessamentos de um corpo dissidente. E, tantos outros expressos com um único elemento - ou um conjunto dele: os tecidos. Hora parece uma prisão e, então, um casulo no qual se protege; em outros momentos, se torna coroa, ou a toalha da criança viada, posta sobre a cabeça pra mimetizar longos cabelos. Por fim, se torna símbolo maior de autoexpressão, enriquecendo o movimento circular. Me faz pensar na minha relação com roupa. Esse contraste mesmo, de momentos em que eu me sentia insegura e queria me esconder, me proteger e me apagar e outros em que a roupa serviu justamente pra me dar confiança e me fazer sentir bem comigo mesmo e meu corpo. Em um determinado momento, eu lembro de pensar na capa de Secos e Molhados, a cabeça quase que servida ao público. É quando o tecido se abre, escondendo o corpo e enfatizando a cabeça; o pescoço fazendo movimentos quase como se já não estivesse ligada a nada. Pensei muito na figura das pombagiras, também. Elementos como a cachaça e o perfume. Muito da narrativa que construí na minha cabeça assistindo o espetáculo me lembrou as histórias dessas mulheres “outras”. As “other women”. Lembro de ficar muito arrepiada com o seu olhar. Existia uma energia muito forte canalizada no olhar, direcionado ao público, de perto. Me incomodou bastante, como o olhar de um predador. Uma potência muito grande, uma coisa muito forte mesmo. Falo do olhar, mas o corpo inteiro, presente o tempo todo, vivo em cada movimento. É hipnotizante, como um ritual. É lindo de ver. Tudo. Mas, principalmente a entrega e a liberdade de um corpo enfim forte como o que é e que se propõe ao perigo. O extremo que não é gratuito, mas muito merecido, porque é construído e faz da cena muito maior do que se o perigo não estivesse envolvido. Agradeço demais por ter compartilhado esse trabalho. Me afetou de diversas formas e me fez pensar muita coisa aqui dentro de mim, inclusive em relação a meus projetos autorais. Espero ter a oportunidade de te assistir ao vivo mais vezes.” *A apresentação ocorreu em no Festival Internacional de Dança de Araraquara - FIDA, em 2023, Araraquara, SP.

Textos sobre o Sorria (2023)

Texto escrito por Maria Cavalcante (PI) a partir das suas impressões quando assistiu o espetáculo. "Projeto Terças da Casa do Theatro 4 desetembro Produção do espetáculo: Dancas Que Temos Feito. O espetáculo SORRIA pra mim é um amor de carnaval. Talvez pelas fitas coloridas, talvez pelo banho de suor, talvez pelo encontro afetivo e poético das amizades, talvez pelo sorriso no rosto. Um encontro gostoso, uma dança uníssona. Entre gargalhadas, sorrisos e caretas para massagear as bochechas, o público se deslumbra com um figurino que por mais simples que seja, chama muita atenção, das meias aos brincos, com o ritmo dos passos repetitivos, mas principalmente com os sorrisos dos intérpretes - criadores. Sorrisos singulares, cativando à seu modo cada um dos expectadores. O desenvolvimento da obra é incapaz de te deixar entediado, quando você estiver cansado de sorrir, vai cantar e dançar. Gratidão por levar à cena o que acontece quando amigos de dança se reúnem para curtir o carnaval ou um sábado a noite. Assistir e dançar o espetáculo SORRIA, é prazeroso demais! Me faz pensar como nunca estamos sozinhos, sempre podemos dançar juntos! SORRIA é uma dança de Amanda Oliveira, Hellen Mesquita, Ireno Júnior e Samuel Alvís."

Textos sobre o Guiança (2022)

Texto escrito por Samuel Alvís (PI) sobre o Guiança a partir dos argumentos de dança tratados no espetáculo. "Guiança é um espetáculo que vibra em mim, inclusive é como se ao revisitar através da memória, é latente a sensação da dança que acontece na cena. Viva e no coro da pele. Guiar, dançar, dançar sendo guiado, guiar sendo dançado e se deixar ser guiado, princípios que são acessados sempre que dançamos e que permanecem como disparadores das imagens e sensações que acontecem no espetáculo. GUIANÇA tem a concepção, direção, coreografia e dramaturgia de Ireno Júnior, criado e dançado juntamente comigo Samuel Alvís e Datan izaká. O que nos guia? Uma pergunta guia que nos impulsiona a dançar nesta procura de encontros e desencontros, desejos e desapegos, certezas e dúvidas, antagonismos que nos confundem, contudo, nos engaja a manter o fluxo constante de continuar. Existem várias coisas que fazem essa linda dança aconte(ser), na verdade, muitas coisas nos guiam no ato desta dança, talvez, o guiar pode ser se perder. A Gui(ação) no espetáculo acontece primordialmente de um lugar de deixar a coisa ser e manifestar-se enquanto dança. Uma dramaturgia que acontece nesse movimento de guiar, nos guiamos no ato da dança sem pretensiosidades, mas que pretende apenas ou grandiosamente ser uma simples dança. Há muito tempo que não dançava acreditando tanto no que posso ou vou fazer, isso é reflexo de uma direção sensível, atenta e precisa. A frase “não dançem vazios” de Ireno Júnior, preenchia sempre o que faltava, era como se o corpo revisitasse memórias, sentidos, referencias e principalmente despertava uma intenção para uma presença preenchida. Na temporada do Projeto Amazônia das Artes 2023 do SESC, ao qual tivemos a oportunidade de dançar muitas vezes e em diferentes lugares do norte e nordeste do país, se tornou uma experiencia singular, ao qual dançar para diferentes públicos e diferentes espaços, potencializou o trabalho no sentido de perceber como Guiança tem o poder de se acessado de maneiras plurais e que não se limitam ao enredo de concepção e criação do diretor, e estas impressões e afetos foram também nos nutrindo de muitos sentidos que guiou-nos também a dançá-los. Santas, bruxas, orixás, sereias, samurais, pescadores, gueixas, pinturas, camponesas, grãos de areia, Pinas Baushs, estátuas de pedras, uma imensidão de imagens que nos levam a transcender e reinventar convenções de corpos, de estéticas, estereótipos e identidades. Não por acaso, Guiança é um elenco composto por 3 pessoas LGBTQIA+, neste sentido, dançamos nossos discursos, impregnados nos nossos corpos abjetos, e que no fluxo de tantas imagens dançadas por nós e pelas sombras, assumimos a condição de ser o que podemos ser no ato de dançar, guiar e ser guiado, independente do que nos constitui enquanto indivíduos que dançam. A tentativa de perceber enquanto corpo que procura constantemente por um modo de ser instável na cena, a instabilidade provoca a procura por outros devires na dança que acontece no Guiança. Ao dançar, permitimos ser e dançar o que se manifesta enquanto imagem, acredito que a sensibilidade do espetáculo esta nesta condição, onde nós três como intérpretes criadores nos transformamos em matérias vivas de criativos imaginários possíveis, nossos, do público, do que não se ver, do que já está posto e até dos clichês. Assim, aponto a partir da minha experiencia de dançar Guiança, que se trata de um espetáculo de dançar a presença preenchida de imagens que o corpo por si só já traduz através de movimentos, texturas e intenções, e o que nos uni de verdade são as direções complexas e os caminhos guiados por nossas danças ali de um para o outro."

Texto escrito por Datan Izaká (PI) sobre o Guiança a partir dos argumentos de dança tratados no espetáculo. "GUI(AND)ANÇAS - as guias de uma dança piauiense-afro-samurai. Lembro-me como se fosse hoje o dia em que recebi o convite para parDcipar como bailarino-intérprete criador do processo de criação GUIANÇA, espetáculo que tem concepção, direção e dramaturgia de Ireno Júnior e dançado por mim, Datan Izaká, e também por Ireno Júnior e Samuel Alvís. Lembro-me bem que, desde o início, o processo mexeu comigo, pois Dnha algo que me inquietava na definição inicial do conceito da obra – PIAUIENSE SAMURAI. Meu corpo reverberava uma estranheza, uma inquietação, algo me dizia que o assunto era bacana, mas que talvez o conceito fosse outro. Nos quesDonamos sobre muitas coisas, mas principalmente sobre nós mesmas, pessoas arDstas LGBTQIAPN+ da dança. As danças que habitam nossas profundezas se manifestavam com beleza e feminilidades. O símbolo da masculinidade tóxica deu espaço para vir ao mundo as Samurais bixas, carregadas de toda forma de ser, diversa e da diversidade. Quem pode dizer o que é feminilidade ou mulheridade nos CORPOS BIXAS se não nós mesmas pessoas bixas? Lembro-me ainda do nosso primeiro ensaio, em que ficou constatado que nossos corpos bixas manifestavam nossas bixisses, logo entendemos que era sobre isso que queríamos dançar, que Dnha a ver nossas entranhas, com nossas mazelas. Quando o PIAUIENSE SAMURAI deu lugar as GUIANÇAS, ficou claro que esse trabalho é sobre o que nos GUIA, sobre o que nos move por dentro e por fora: - AS GUIAS. - AS GUEIXAS. - AS GAYS. -ASDANÇASDETODASELAS. As guias de uma dança diversa e da diversidade. As guias de três sereias bixas, femininas, pescadores, guerreiras, valentes, Carmens, Yemanjás. As guias em três corpos corporificadas. GUIANÇA é modo de ser no mundo, é modo de exisDr como se quer exisDr. GUIANÇA é gliber no corpo. GUIANÇA é quimono de rede e obi de punhos. GUIANÇA pesca chapéu de palha. Mas a pergunta que lateja em minha cabeça-corpo-bixa que não quer calar: De onde vem a força motriz desses três corpos-bixas que se guiam enquanto dançam? Acredito sinceramente que venha da diversidade daquilo que nos consDtui como sujeitas do munda, do mundo dos movimentos indisciplinares que só a dança consegue romper, porque dança é corpo e corpo é muita coisa, inclusive, nada. Teresina (PI), 13 de maio de 2024. Datan Izaká,"

Textos sobre o Sabbath da Brixa (2022)

Texto escrito por Manuel da Cruz Nascimento (PI) a partir de suas impressões quando assitiu o trabalho. "Da margem ao centro furacão Corpo por m. nascimento noite. Terça. Theatro 4 de setembro. 19 horas. projeto terças da casa. Dança. DançaQueTemosFeito. @samuelalvis19/DQTF. @irenojuniorr. “Sabbath da Brixa”. Uma pauta para nunca se perder de vista. O espetáculo visto, com concepção, direção e Atuação de @samuelalvis19 e dramaturgia de @irenojuniorr, a encenação arrouba a assistência de primeiras entradas. Quando a recepção chega ao canteiro da cena, a personagem já está plantada no curso de oráculo. Até aí tudo bem. O diálogo contemporâneo consegue aquecer + quando o público participa dentro dos escombros das quatro paredes derrubadas. Na cenografia de círculo concêntrico de Luas e Sóis, uma dialética de esférico circuito de energias, sejam das lâmpadas incandescentes da ribalta circular, ou de todas as outras que atomizam ao choque quântico e, um escopo de plateia que, mesmo na margem exterior do círculo, + dentro impossível, a linha divisória que linka com o Ator torna-se invisível, como todo bom Ato cênico, quando a real Arte acontece: o trânsito entre a assistência e a Obra representada. Samuel Alvís parece frágil, partindo dum “boquiuse” ao mais expressivo sincopado de contar e cantar, em prólogo, “A Lua Girou”, de Milton Nascimento e abrir energias das narrativas a serem apresentadas do conceito, partindo da margem ao centro do furacão que enreda essa história de Mulheres-outrens-Mulherexs. De elementos cenográficos, além do círculo concêntrico da Lua, um par de sapatos[plataforma] em rubro aveludado a quase assemelhar-se a cogumelos plantados no canteiro da Brixa; um grande bastão[cajado de magias] descansado no solo que, a seu tempo, torna-se pena da escrita de outras + narrativas. E, a endosso sinérgico, a Brixa que exala natureza livre-metamorfose elementar e Voz que rompe todo silêncio pelo Corpo que muito fala, em delicados, densos, tensos, suaves e expressionistas de construtivisionar uma linha clara, gênero textual decodificado no mapa dramatúrgico de contadora de histórias que ancestraliza o todo e as variações a contextos diacrônicos de re-contar a própria humanidade. De contrarregras a vestir a Mulher de seu plano energético, um colar sino dos ventos[de cobre] a produzir efeitos sonoros sutis seja à marca de controle do bicho-Mulher, seja reprodução de natureza decantada pelo vento às memórias Xamãs e outras fonologias físico-material era dos metais. Incensos ardentes espetados na cabeleira azul da “Gueija”, outro elemento de sutileza dramatúrgica preenchendo a narrativa. O bastão de plátano ou carvalho, de inanimado presente vai-se mimetizando no Corpo de Alvís e desenhando grafismos de Memórias, do mastro de queimar Bruxas ao lenho das estações de Crucifixão. O peso do madeiro sobre os ombros “frágeis” nunca ilustrativo, mas peça composicional de gradar quadros do Memorial de existências contadas. A direção, de aliança intrínseca com a dramaturgia equilibrada de compor elementos, ao mesmo enredo, sincroniza o discurso inteligente de não estacionar no conceito, mas desdobrá-lo de forma eficiente a desvendar mistérios e contas do rosário atemporal de existir, com naturezas e humanidades em busca de equilíbrio. A narrativa conspira um diverso de gentes e, quando lá no início a[s] Bruxa[s]/Brixa fala da ponte do Amor, única távola de escape humana, não traz discurso vazio. O Sabbath vai-se se preenchendo de Arte, Técnica, Estética apurada, Amor à Arte, Profissionalismo concentrado, Amor que salva e Inspira o Espírito livre e, especialmente, domínio da práxis madura de Ser sujeito cênico. O intérprete não transcende nenhum Santo. Para o mis-en-scène, Alvís é seu próprio Santo e “cavalo” conspirados. E, na cena, Samuel é todo estética íntegro. Os pés assentando no chão e transferindo energia, ou trocando sinérgicos tatos. A partitura corporal intacta e efetiva a todo e mapeado movimento de anatomia e músculos, em tônus equilibrado, desenhando tópicos entre o céu da Estrela e o chão da Brixa. Para recepção livre à roteiro dramático do Corpo apresentado e numa semântica de apreensão, mitos, lendas, imaginário popular e imposições sócio culturais construtivizam um imagético de perspectivas do comportamento a contextos. Nessa liberdade de recepção que se depreende, Alvís e um tecido/véu de renda negro, como segunda pele, ganham contornos de mutações ágeis na ação dramática, feito pele de réptil[primordial Lilith], ou Mira sem rosto, ou Beata, ou gênero “inferior” islã, ou Mulheres com identidades preservadas, ou sem “identidade” social. Entre o “macabro” ou a re-existente, a figura feminina avança épocas e se re-define a modus contemporâneo operandis. A Brixa, sobre o salto cogumelos rubros Dança o seu tempo e espaço de existir, feito empoderada e política de sua própria permanência cultural. Ela é trans, Bruxa/Brixa e no ritual de Dança pra Lua, seu palco de espaço-tempo é aqui e agora. Do crescente da Fala do Corpo que fala Dança, Brixa mergulha no centro do furacão e esgota a energia, sem esgotar a fonte que nunca seca. Persiste. Ao mito do eterno retorno, o tema do prólogo retorna e re-toma novo discurso da canção para a Lua em giro do eterno sobre viver da personagem: “Sustenta palavra de homem Que eu mantenho a de mulher Sustenta a palavra de homem... Que eu mantenho a de ... Bixa! Nenhuma melhor assinatura dramática in - possível ao resultado do trabalho, que já vem encorpada numa Luz decisiva e uma música incidental que modula os tempos compassos e sonoridades do Corpo que fala Dança, em harmônico tempo de Samuel Alvís. Essa Brixa é corte navalha, sem marca de sangue “pagão” por testemunho."

Texto Corre Bixa Corre (2021)

Texto escrito por Samuel Alvís (PI) sobre o Corre Bixa Corre. "CORRE BIXA CORRE... Correr é uma ação muito presente nos trabalhos que eu e Ireno criamos em parceria, a corrida como coreografia, podemos dizer que é uma “Correografia”, como acessar a sensação de dançar no ato de correr? Quando corremos, há uma liberdade incessante que rompe o espaço e que rasga o tempo, nos impulsionando para frente e expandindo nossas existências no mundo. No Corre Bixa Corre é sobre libertar o corpo que se sente aprisionado pelo Cis-tema, pelas éticas normativas que tentam todos os dias nos invisibilizar, nos parar. Paco Vidarte nos diz para inventarmos novas éticas, éticas que devem ser criadas por nós e para nós Bixas. Corre bixa corre é uma ética bixa, corremos nos afirmando, enfretando as violências que estão a todo momento nos fazendo sentir que não somos, que não podemos e nem devemos ser. Nesta vídeo dança, problematizamos a existência bixa, qual o impacto social desses corpos correndo numa avenida principal de uma periferia? Quais violências esse corpo bixa ao correr, está sujeito? A vulnerabilidades dos nossos corpos naquele espaço, de shortinho, salto alto e um tecido bem colorido, em um bairro periférico da cidade de Teresina-Pi, cheio de ruídos dos barulhos dos carros, pessoas passando, nos revela como ainda não somos aceitos, como nossas presenças são estranhas quando assumimos o que somos enquanto corpos dissidentes. Coiós (xingamento ou agressão verbal na linguagem pajubá) ganham lugar na nossa trilha sonora do vídeo: hei gostosa! Heeeeeeiiii vagabundo! e tantas outras palavras que são atiradas como tiros disparados a nossos corpos ali, vulneráveis e expostos, coiós expelidos também pelos olhares e pelas buzinadas de carros carregados de ódio e preconceito. No entanto, há uma sensação de liberdade que nos dá força e nos mantém resistentes no ato da Performance, mas também corremos como armas humanas, preparadas para o at(r)aque. Eu e Ireno corremos juntas, não somos só duas, sabemos que muitas correm conosco, muitas outras já correram e abriram caminhos, nesta obra vídeo, permitimos expor nossas existências como resistência. Somos também natureza, nos inserir na paisagem do vídeo, um lugar que contemplamos e que é nosso percurso diário é reinvindicar que nossos corpos tem o direito de estar onde quisermos. No Corre Bixa Corre Corremos para dançar no intuito de seguir em frente, acreditando que enfrentar o mundo dançando é uma questão de sobrevivência."

Textos sobre o Valentar (2020)

Texto escrito por Samuel Alvís (PI) sobre o espetáculo Valentar. "Valentar é um trabalho que nasce de um simples desejo de querer continuar dançando, diante de tantas lutas que temos que enfrentar como artistas da dança, como pessoas Lgbtqia+, como pessoas que vivem em um mundo que o que nos resta é continuar lutando, dançando. É assim que eu Samuel Alvís e Ireno Júnior pensávamos ao ir para a sala e começar a investigar uma dança que se dá pela coragem de enfrentar esse mundo assombroso, com valentia, dançar valente. O espetáculo estreou em 2021. Não tenho como não destacar o período pandêmico que assustou todo o mundo. O processo foi atravessado por essa tragédia global, e com isso a sensação de dúvida sobre se íamos continuar, ou quando e como íamos voltar nos assombrava. O trabalho em si de certa forma nos salvou naquele momento de terror, portanto, a vontade, a coragem para não parar foi nosso maior estímulo naquele momento. O verbo de ação na cena é Valentar, assumir nossas lutas, individuais e coletivas. Em Valentar eu e Ireno dividimos a cena, é sobre estar juntes e reconhecer a potência de cada um. Dramaturgicamente encontramos uma forma de estar juntes, porém respeitando as individualidades e diferenças que se instituem enquanto corpo distintos que somos, tanto em aspectos físicos e estéticos como tecnicamente, somos diferentes e buscamos a unidade na dança que acontece no presente, na escuta, nos momentos coreográficos mais complexos, na paragem. Valentar é o primeiro trabalho em que eu e Ireno Júnior dividimos a criação no Dqtf – Danças que temos feito, plataforma de criação, produção e formação que coordenamos. A concepção é de Ireno. A investigação de movimento, dramaturgia, figurino e a iluminação foram construídas em um processo de parceria intensa. O trabalho traduz bem nossas individualidades e especificidades, mas também surge uma potencialidade em relação a esta parceria. Valentar é o nosso trabalho mais dançado e mais repercutido nacionalmente. Dançar com um pano vermelho na boca. Uma imagem que pode despertar muitos sentidos, e assim é, toda vez que dançamos. Essa foi a primeira imagem, trazida por Ireno no processo, o bastante para começar uma investigação de movimento em que a dança acontecesse nessa dança luta. O pano na boca nos remete a muitas coisas no trabalho, porém para mim especificamente é sobre ser motivado a fazer algo mover, seja eu, seja quem estiver ao meu redor, seja o mundo, e acima de tudo sobre não parar, mesmo que esta paragem seja sobre perceber o corpo e a carne vibrar, mas o mover não para. O trabalho tem como protagonistas duas pessoas LGBTQIA+, somos dois artistas da dança e não tem como em nossos espetáculos essa pauta não estar implicada diretamente. Em Valentar é sobre não dançar sozinhos, sempre carregamos os nossos, tem muitas histórias dançadas com a gente ali no palco. A valentia é o estímulo que nos faz dançar lutando e as nossas lutas não podem ser isoladas, é sobre proteger, vigiar, guardar, uma luta que acontece na coletividade. É preciso ter coragem, dançar Valentar toda vez é motivo de superação e celebração, é uma dança que confronta, que bate de frente, que morde, mas não solta e é assim que continuaremos, dançando valentes."

Texto escrito por Manuel da Cruz Nascimento (PI) sobre o espetáculo Valentar. "Minas-tauri m. nascimento O SEDA 2024 agendou para a noite do dia 17 de abril, às 19 horas, no Theatro 4 de Setembro, o espetáculo “Valentar”, do @dancasquetemosfeito , leia-se @irenojuniorr e @samuelalvis19 , em xeque expetise Dramático. Quem tem acompanhado o repertório da plataforma @dancasquetemosfeito sabe que por ali giram pompas e circunstâncias t r a b a l h a d a s à feita de Dança em Corpo Identidade e Gênero Dramático na aplicação da diversidade e estética apuradas de pesquisa e re-conhecimento do Corpo que fala Dança competente. À livre recepção, aos Intérpretes-Criadores em Obra, amplio a narrativa para labirintos e seus heróis e heroicas concêntricos, enredados no movido Corpo Dança, determinando novas trilhas e per-cursionados Atos que reinventam o Ser social e definem a cor, a dor, a delícia e sinergia de performar o encanto da dramaturgia política, em Vocalizados mapas-Corpo de contar a própria história. Os atores Ireno e Samuel definem partituras corporais intensas e efetivam beleza do desenho que atrai e prende ao enredo-Corpo para Movimento-ar[Ireno] e Movimento-terra[Samuel]. Nos labirintos de Minas, ariadnes e touros confluem aos meandros de desvendar ações e desmitificar convenções que incorrem em encolhimento de liberdades. O fio da meada cose caminhos e interpõe a queda dos muros e seus musgos azinhavrados e libera os Humanos criativos e gestos que cantam Loas heroicas da távola dramática esperta. I.Juniorr & S.Alvís validam, valentam, volatizam revivificação de Arte e Dança compromissada em ser Ser social e alcunhar livre lácio estético de valorização Dramática selada ao vórtice cênico e escrito na forma, fórmula e partitura de Corpo inteiro de vocalizar Dança e atualizar Arte. @irenojuniorr e @samuelalvis19 um Corpus-Corpo que epigrafiza sempre + e devota harmonia de Ato concentrado-sincrônico a que toda Cena preencha-se, por mais que elementos também se integrem[luz, cenografia, figurinos e adereços] no espaço composicional da Fala do Corpo. Eles se garantem, pois @dancasquetemosfeito, enquanto consorciam beleza e verdade na teia da Nova Dança."

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